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A questão não é ser contra ou a favor do aborto, mas até que ponto as Instituições públicas podem levar a sério o dever de garantir as liberdades individuais e políticas de bem estar e a saúde das mulheres brasileiras
Lei feita por homens
Uma Lei do Aborto não pode ser a lei do pastor ou do padre, não pode ser uma lei dos deputados ou a lei dos senadores. Uma Lei do Aborto tem que ser uma Lei das Mulheres. Mas, sendo o Brasil um país machista por natureza, a Lei acaba sendo a Lei dos homens, pois tudo conspira contra as mulheres.
Mulheres: 20 anos de prisão
Autorizado a sua tramitação em regime de urgência na Câmara dos Deputados, o texto da lei, que foi batizada como “PL da Gravidez Infantil”, prevê punição de até 20 anos para mulheres que tenham interrupção de gestação com mais de 22 semanas, enquanto o estuprador tem a punição de 10 anos.
61,4%
Crianças e adolescentes de zero a 13 anos são 61,4% das vítimas de estupro no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Família
Se contarmos apenas quem tem até quatro anos, o número é de 10,4%. Por desconhecerem o seu corpo ou por terem medo de ameaças em casa (68,3% dos estupros de crianças ocorre em casa) por parte de pais, tios, irmãos e padrastos estupradores (64,4% dos algozes são da própria família), elas não procuram o médico até a 22ª semana.
Lei de mulheres para mulheres
As mulheres são minoria no comando das instituições, principalmente no legislativo, que faz as leis. É fundamental buscar mudanças nesta lei que pune e criminaliza a mulher e é benevolente com o criminoso.