Aborto: 68,3% dos estupros de crianças acontecem dentro de casa

Imagem: Reprodução 

A questão não é ser contra ou a favor do aborto, mas até que ponto as Instituições públicas podem levar a sério o dever de garantir as liberdades individuais e políticas de bem estar e a saúde das mulheres brasileiras 

Lei feita por homens 

Uma Lei do Aborto não pode ser a lei do pastor ou do padre, não pode ser uma lei dos deputados ou a lei dos senadores. Uma Lei do Aborto tem que ser uma Lei das Mulheres. Mas, sendo o Brasil um país machista por natureza, a Lei acaba sendo a Lei dos homens, pois tudo conspira contra as mulheres.

Mulheres: 20 anos de prisão 

Autorizado a sua tramitação em regime de urgência na Câmara dos Deputados, o texto da lei, que foi batizada como “PL da Gravidez Infantil”, prevê punição de até 20 anos para mulheres que tenham interrupção de gestação com mais de 22 semanas, enquanto o estuprador tem a punição de 10 anos.

61,4%

Crianças e adolescentes de zero a 13 anos são 61,4% das vítimas de estupro no Brasil, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Família 

Se contarmos apenas quem tem até quatro anos, o número é de 10,4%. Por desconhecerem o seu corpo ou por terem medo de ameaças em casa (68,3% dos estupros de crianças ocorre em casa) por parte de pais, tios, irmãos e padrastos estupradores (64,4% dos algozes são da própria família), elas não procuram o médico até a 22ª semana. 

Lei de mulheres para mulheres 

As mulheres são minoria no comando das instituições, principalmente no legislativo, que faz as leis. É fundamental buscar mudanças nesta lei que pune e criminaliza a mulher e é benevolente com  o criminoso.

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